Peña Taurina " La Toreria de Manoel Caballero


A peña ( leia-se, penha ) taurina " La Toreria de Manoel Caballero " tem únicamente fins filantrópicos, não pretende de forma alguma se impor à ninguém ou a qualquer País que implantem Praças de Touros, somente que deixem livres as pessoas que queiram praticar este esporte, e continuar disfrutando de um direito que é seu em manter seus costumes, tradições e cultura.

Não existe nada mais democrático que a Festa dos Touros, e óbviamete ecológico do que as " Corridas de Toros " explico : Esta raça bovina popularmente conhecida como Touro de Lídia ou erroneamente como "Miuras",é conhecida científicamente como " Bós Taurus Ibericus ", reconhecida mundialmente por sua agressividade e brutalidade natural e por tratar-se de um animal feroz, se não fosse pela "tourada" certamente já se encontrária extinto !

Uma raça especializada para o corte ( carne ), atinge um peso médio de 22 à 24 arrobas em mais ou menos 18 meses, enquanto que o Touro Bravo demora 48 meses ( 4 ) anos!!! Uma raça bovina especializade em leite,a vaca tem uma produção média de 25 a 35 litors de leite/dia, o que de maneira alguma acontesse com as Vacas Bravas, sendo que estas últimas tem uma produção média de 5 à 8 litros de leite/dia, uma bezerra de raça leiteira será inseminada por volta dos 14 meses, o que com a Vaca Brava terá que esperar até os 36 meses para ser comberta pelo Touro.

Os romanos quando invadiram a península Ibérica, tiverão grandes problemas quando se depararam com o Toro de Lídia, e aproveitando de sua bravura,casta,nobreza e agressividade os levaram para o Grande Circo Romano ( Coliseu ), somente após a invasão do norte da África é que os leões foram introduzidos em Roma.

Quando grandes catástrofes como por exemplo, o furacão "Mütch" destroem cidades e causam grandes prejúizos, toreiros, fazendeiros, e empresários do meio Taurino organizam festejos para arrecadar fundos, alimentos e remédios para os necessitados, mesmo que estejam em lugares distantes.

“A tauromaquia é tão antiecológica como uma picanha na brasa e como sapatos de couro. Claro que existem pessoas que não entendem assim, mas geralmente são pessoas que não entendem nada ou não estão dispostas a entender nada. O ecológico se refere à defesa do meio ambiente (daí vem à palavra “eco” , casa), nos perguntamos então, o que é que tem haver a morte de algumas reses em uma praça de touros com a ecologia ? Eu mesmo respondo, NADA !

Tão pouco são antiecológicas as rinhas de galo (eu mesmo não gosto de brigas de galo), nem o Box (que a meu ver não passa de uma luta de gladiadores, e que também não gosto) e a caça, praticada com certa ética medida e controlada (o verdadeiro caçador é um grande ecologista, pois se ele destruir não terá o que caçar amanhã !) Existe na mente de algumas pessoas uma lastimável confusão de conceitos : ecologismo, protecionismo, pacifismo, vegetarianismo ...tudo isto a certas pessoas parece à mesma coisa !

O protecionismo é uma atitude que alenta as sociedades protetoras de animais a evitar a crueldade a animais silvestres ou domésticos. Propósito este louvável, mas questionável, pois não é possível estabelecer com certeza a maneira de sentir dor de distintas espécies. Sente dor um Louva-Deus que esta copulando com sua fêmea e logo termine a cópula terá sua cabeça devorada pela mesma fêmea com que acabara de copular ou o zangão que copula com a abelha rainha em pleno vôo e ao terminar a cópula perde seus órgãos genitais e morre ? Também é difícil determinar o que é crueldade. É cruel montar a cavalo ? ordenhar as vacas ?, matar porcos ?, soltar pombos-correio a centenas de quilômetros de seu lar ?

Nós homens temos atitudes e condutas para com os animais sobre a qual nunca lhes perguntamos se é fácil.

A atitude dos protecionistas não é animalista , completamente ao contrário, peca por um antropocentrismo míope, pois transporta a outras espécies valores humanos .

Quem crê que não “existe crueldade” na natureza é uma pessoa que vive em um quinto andar de um edifício urbano e que jamais viu um gato caçando a um rato. Está demonstrado estatisticamente que grande parte dos protecionistas são pouco amantes da natureza... , e que tem pouco que acrescentar de bom a nós.

A respeito aos outros “ismos” , como pacifismo, este se refere à conduta entre seres humanos, e não a seres humanos com animais. Aquele que pensa ao contrário nada mais é que acreditar que é um animal.

O humanismo... que coisa será esta ?

Ainda que se tenha uma dieta “sadia em não comer carne” não é necessariamente uma obrigação comer a carne dos touros mortos na arena, talvez os mais coerentes dos antitaurinos são aqueles que são vegetarianos. Podemos dar crédito sempre e quando estes não usem sapatos de couro, cinturões e outros artigos de couro ou seda (pois se tem que ferver vivos os casulos do bicho-da-seda para assim poder produzir o fio),

Podemos assinalar que a possibilidade de que não matemos a nenhum animal, nem para nos alimentarmos, nem para vestir-nos, é inumana, por que o ser humano tem comido carne (e provavelmente se vestiu com peles) desde que era somente um australopiteco.

Por outra parte, a cria do Touro de Lídia (Ganado Bravo) com certos parâmetros não só é ecologicamente inócua, si não francamente ecologista, Como os potreiros que pastam os “toros bravos” são evitados por pessoas e, em conseqüência, por caçadores furtivos, a fauna selvagem reproduz com tranqüilidade. Temos visto garças e a belíssima “Porphynda Martinica” em um pasto criatório de “toro bravo” na cidade de Tumbaco (Equador) , zona em que não eram vista há mais de décadas. Em outras como nos altos de Pifo também no Equador três “Códores” (pássaro local ameaçado de extinção) juntos, espetáculo impossível de ser visto em outro lugar. E este excelente fazendeiro e homem sensível que é Patrício García, nos ensinou com grande prazer como os cervos campeiros pastavam em meio a um impressionante rebanho de novilhos de “toro bravo” com sua marca a ferro.

Claro que todavia existem fazendeiros que acreditam que os condores comem seus bezerros, mas isto nada mais é que um problema de QI e não de taurofilia.

A Ecologia é uma grande questão política. Nós que estamos interessados em salvar a humanidade salvando o meio ambiente, devemos atuar estrategicamente, não buscando inimigos onde não existem. Existem certos ecologistas encrenqueiros que encontram prazer em colocar-se contra toda a humanidade e, ao passo, põe a humanidade contra sua causa. São eles inimigos dos militares, dos empresários, dos agricultores, do homem do campo, da limpeza e da razão.
Pessoas deste tipo são, por certo os piores inimigos da natureza, de modo que temos que ter em conta o que é ecológico e o que é “chatológico.”

(Texto de Alfonso Reece D., “Ecologia e Tauromaquia”, revista Brava, nº 1 páginas 8 e 9, Quito, 01 de dezembro de 1997).
Traduzido por Fernando Marsella Pedrosa

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